Os bilhetes para Laura Cecília
Arrumou tudo e pôs na mochila, vestiu o uniforme. Tomou o café, sozinha. Os pais saíam muito cedo. O motorista levava-a para a escola. Assim que terminou o desjejum, seguiu para a porta. Já havia ouvido duas vezes a campainha e na terceira a empregada viria chamá-la com aquela cara de quem estivesse cumprindo uma ordem importantíssima assim do tipo mudança de governo em Cuba. Ao passar pela sala, Laura Cecília (este é o nome dela. Na escola, graças a Deus só diminuíram prum Lá e não pra dois, Lalá, como na música da Xuxa) encontrou o pequeno envelope com seu nome nele. Como não dava tempo de ler naquele momento, a caminho do portão, deixou para ler na escola. Abriu no intervalo das aulas. Para sua surpresa estava em branco. Não havia nada escrito nele. Este foi apenas o primeiro. Naquela mesma semana receberia mais cinco e na semana seguinte mais quatro, todos do mesmo jeito, com a mesma letra, seu nome no envelope e, dentro, um bilhete. Sempre em branco. (1)
Até que um dia, olhando para o bilhete misterioso, deixou sem querer cair gotas do suco de limão que tomava, e letras, símbolos e números começaram a surgir no local onde as gotas haviam caído. De imediato ela havia notado que estava em código e começou a despejar, aos poucos, o suco sobre os papéis em branco. Quando terminou esse feito, diante dela havia um texto com decodificações. Ficou curiosa para tentar desvendar essa mensagem. (2)
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(1) Gilson Neves
(2) André Vinicius / 2º Ano
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